A culpa é do Orkut!
Segundo a Ibope Nielsen, mais de 85% dos usuários ativos de internet no Brasil utilizam sites de redes sociais, acima dos 74% nos Estados Unidos e dos 77% no Japão. Além disso, nós gastamos em média oito horas e meia neles por mês, contra seis horas e meia nos EUA e pouco mais de quatro horas no Japão, mensalmente.
“Facebook triplica número de usuários brasileiros e deve ascensão ao Orkut que abriu passagem no País” destaca a notícia do Link de ontem- parece chocante, mas é a verdade.
Depois do anúncio e a apresentação da documentação para sua Oferta Pública Inicial avaliada em 5 bilhões de dólares, o Facebook informou que número de usuários ativos no Brasil havia praticamente triplicado em 2011 (o que finalmente o levou a superar o serviço semelhante do Google, o Orkut).
O vice-presidente de análise setorial no grupo de pesquisa da comScore, Andew Lispman disse: “Não consigo lembrar de outro exemplo de crescimento tão rápido para o Facebook, foi uma verdadeira decolagem”.
No Brasil, o Facebook encontrou um mercado pronto para o crescimento, mas devemos dar créditos ao Google. Por quê? Porque segundo analistas especializados, o crescimento da economia e o crédito mais fácil facilitaram sim o acesso aos computadores e à banda larga, mas foi o Orkut que possibilitou tudo isso.
“Até que o Orkut surgisse, em 2004, o uso da internet no Brasil estava estagnado… Quando as pessoas começaram a comprar computadores e a visitar lanhouses, era especificamente para acessar o Orkut. Agora, muitas dessas pessoas se transferiram ao Facebook”, disse o analista José Calazans, do Ibope Nielsen de São Paulo.
O Orkut trouxe para nós brasileiros, a primeira experiência com redes sociais, já com interface muito simples e com a opção do acesso em português, diferentemente do Friendster e o Myspace (que faziam parte da concorrência direta com o site).
O fato de a rede social do Google não ter se inovado ao longo do tempo, criou uma grande expectativa para o Facebook, que chegou já oferecendo novos aplicativos e jogos e além da capacidade de se conectar com pessoas de outros países, adquirir seu espaço entre os internautas tupiniquins. Com o tempo, os brasileiros passaram a ver no Facebook a chance de recomeçar do zero suas vidas online, hoje, só no Brasil, ele conta com 36 milhões de usuários únicos.
Apesar de tudo, o Orkut ainda possui uma audiência de usuários únicos bem alta, no Brasil conta com cerca de 34 milhões de usuários e ainda é uma plataforma muito importante para ser abolida dos planos de comunicação.
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Myspace volta a crescer
Após o longo processo de venda do Myspace, no ano de 2011, a Specific Media (dona dos direitos do site atualmente) anuncia que o Myspace está, finalmente, de volta ao mercado. Sim, é isso mesmo que você leu.
De acordo com Tim Vanderhook (CEO da Specific Media) e ao contrário do que muitos pensavam, a rede social emplacou uma nova e exponencial recuperação no número de usuários – cerca de 40 mil novos cadastros por dia.
Ele afirma que hoje a plataforma atingiu o patamar de 25 milhões de usuários, sendo mais de um milhão desses, em apenas um mês. Para um site que foi deixado ao relento e que já foi considerado um dos maiores problemas da última dona, a News Corp. , isso é uma recuperação e tanto, não?
A última vez que o site beirou os 20 milhões de usuários foi em 2005, dois anos após ter sido criado. Depois disso a rede chegou a atingir 125 milhões de usuários únicos, e então caiu para 110 milhões (março de 2010), 63 milhões (março de 2011) chegando aos números de hoje, segundo pesquisa da comScore.
A Specific Media conta hoje com investidores como Justin Timberlake, que junto com Tim, decidiram traçar uma meta para tirar a rede social do prejuízo (o Myspace foi adquirido por 580 milhões de dólares em 2005 e vendido por apenas 35 milhões no ano passado) e trazê-la de volta à tona.
Tim deu declarações que nos fazem crer em uma melhora drástica pra a rede social: “Os números mostram uma surpreendente história de superação e mudança dramática para o MySpace. Os Consumidores estão se animando com o MySpace de novo – prova de um grande produto de música”
Após sofrer uma reformulação drástica no design e na forma de transmissão, o Myspace hoje deixa de lado a concorrência com Facebook e Twitter e passa a entrar no mercado dos sites de streaming como Spotify e Soundcloud.
A rede social de Mark Zuckerberg, que antes era considerada uma das principais vilões da franquia, hoje se revelou como um dos principais precursores da ascensão do Myspace (sim, o Facebook integrou o Myspace como um de seus principais aplicativos e a página já conta com mais de 800,000 likes!)
Nós estaremos aqui, acompanhando de perto sua evolução, Myspace. Afinal, você ainda é a 4ª rede social mais acessada do mundo, não é?
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/link/
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Os filhos da Internet e a privacidade
No ano passado, a Campus Party Brasil trouxe para o seu palco principal algumas das figuras que deram vida à rede mundial de computadores, e que chamamos de pais da Internet.
Na edição deste ano, foi a geração futura que entrou em cena: Rafinha Bastos, PC Siqueira, Rodrigo Fernandes (Jacaré Banguela http://www.jacarebanguela.com.br/), Mauricio Cid (Não Salvo http://www.naosalvo.com.br/) e Rosana Hermann (Querido Leitor http://noticias.r7.com/blogs/querido-leitor/). Verdadeira crias da web brasileira, eles dividiram as experiências que vivem no dia-a-dia. Tudo isso com a mediação de Bia Granja, curadora da Área de Mídias Sociais da Campus.
Bia Granja abriu o debate reforçando a visibilidade da Internet nos dias de hoje, dizendo que os “filhos da internet” viraram comunicólogos e dominaram a arte da comunicação da forma mais interativa possível, utilizando as mídias sociais para divulgar seus trabalhos e opiniões.
Rafinha Bastos falou dos primórdios do seu trabalho na Internet na Página do Rafinha (http://rafinhabastos.zip.net/), em 1999. Ele produzia vídeos para internet e tinha dificuldades para difundir o conteúdo. Nunca pensou em desistir e quis levar seu trabalho para fora do Rio Grande do Sul. Desde então, espalha sua opiniões e sempre satirizando problemas encontrados no nosso país.
Rosana, Mauricio, Rodrigo e PC contaram que foram para a Internet por conta de tentativas frustradas nos empregos e acabaram por ingressar no meio digital, espalhando seus conteúdos em blogs e vlogs, criados despretensiosamente e que hoje rendem milhares de visualizações, além de boa repercussão dentro e fora do meio digital (PC Siqueira hoje, possui dois programas na MTV por conta de seus vídeos criados no canal http://www.youtube.com/maspoxavida).
O debate não foi regido uma linha contínua de perguntas mediadas apenas por Bia, mas contou com a participação da platéia no mesmo esquema de perguntas e respostas. Uma das perguntas que marcou o debate foi a questão da proximidade do público que visualiza e compartilha o conteúdo produzido por eles e acaba por se sentir íntimos e de certa maneira acabam invadindo suas vidas privadas. Certo, é uma opção deles não divulgar fatos da sua privacidade e o público deveria de certa forma entender essa opção. Rafinha comentou que dos 4 milhões de seguidores em seu Twitter, 1,5 milhões desses, só vivem para hostilizá-lo de diversas formas e sempre comentam o caso recente, com Wanessa Camargo, que o retirou da linha de apresentadores da Rede Bandeirantes e gerou um processo extenso e complicado.
“As pessoas criam expectativas sobre a gente e se decepcionam quando vêem que nós não cumprimos as expectativas criadas por elas” – Rodrigo Fernandes.
Além dos outros participantes que também acabaram por citar que já “ganharam” processos por certas opiniões expressas na Internet. Um dos espectadores explicou de maneira simples e concisa esse cenário: “Um tweet pode desencadear a Terceira Guerra Mundial”.
Será que esse cenário atual favorece a permanência dos mesmos? A que ponto será que vamos chegar com essa falsa sensação de intimidade e segurança dos formadores de opinião da internet e nós, leitores? Apesar de tudo, as mídias sociais hoje são dominadas por eles que cada vez mais conseguem produzir conteúdo suficiente para entreter grande parte do público da internet e conquistar cada vez mais seu espaço nas mídias digitais e tradicionais.
A Campus Party acontece até o dia 12/02 no Anhembi Parque e você pode conferir a agenda completa aqui:http://www.campus-party.com.br/2012/agenda-geral-cpbr5.html
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Aplicativos para dispositivos móveis voltados aos cidadãos
O quão seria interessante e inovador fazer nosso papel de cidadãos por meio de smartphones e outros dispositivos móveis? A palestra de hoje, no palco de Desenvolvedores da Campus Party, discutiu sobre o futuro do engajamento da população das grandes cidades que, utilizando aplicativos e sites, contribuiriam para uma qualidade de vida muito superior.
O debate sobre o assunto foi mediado por Mario Teza (Diretor Geral da Futura Networks Brasil) e contou com a participação dos convidados Enylton Machado Coelho (Diretor de Tecnologia da Eyllo), Sheldon Almeida Demario (Consultor de Desenvolvimento da Telefónica I+D), Andre Dargains (Gerente de Conteúdo do Projeto Praça do Conhecimento), Ricardo Bastos (Gerente de Negócios da Accedo Agency), Mauro Motoryn (Ex-presidente das agências Young & Rubicam Mercosul, D+Mais Brasil e Ogilvy Brasília) e Leonardo Dias (Diretor de Tecnologia do MyFunCity).
Demario abriu a discussão apresentando seu projeto http://www.tarifadetaxi.com/, criado há 3 anos atrás. A ferramenta ajuda a calcular a tarifa média de uma corrida de táxi, basta digitar os endereços de origem e destino. Hoje o site conta com 50 cidades listadas em seu banco de dados, atinge 100 mil visitas por mês e está disponível para usuários de smartphones com iOS e Android.
Demario frisou que o próximo passo do projeto é desenvolver um aplicativo que permite localizar táxis mais próximos dos usuários com um clique.
Coelho, Diretor de Tecnologia da Eyllo, destacou a utilização de aplicações de realidade aumentada para a melhoria das cidades e citou o site http://www.1746.rio.gov.br/ do Rio de Janeiro, que funciona como um canal de comunicação para que os cidadãos registrem suas queixas, reparos necessários na cidade e nos bens públicos.
Ele também almeja, em um futuro próximo, que consiga acabar com a separação do mundo real para o virtual. Sua idéia é que toda informação do virtual seja trazida para o real para que democratize o acesso à tecnologia e facilite o compartilhamento de informações.
Enylton criou o http://www.paprikamix.me/, aplicativo baseado na tecnologia de cloud computing para compartilhamento de informações relevantes para a população de uma cidade/estado. Futuramente, pretende integrar à plataforma a tecnologia da realidade aumentada (que é a sobreposição de objetos virtuais tridimensionais, gerados por computador, com um ambiente real, por meio de algum dispositivo tecnológico).
Como funcionará a ferramenta: enfocando a câmera de seu smartphone para uma escola local, uma GeoTag seria exibida com todas as informações da instituição e seria possível também integrar ao telefone. Uma tecnologia mais funcional, rápida e interativa.
Mauro Motoryn e Leonardo Dias são do http://myfuncity.org/. Mauro abriu sua apresentação com uma frase categórica: “Não acredito em qualquer governo instalado no mundo, não acredito que uma autoridade pública sozinha, possa governar uma cidade”.
Os dois especialistas acreditam que a tecnologia serve de ferramenta para o engajamento cívico e abre a possibilidade de cada cidadão participar da administração da sua cidade, apontando problemas, exigindo soluções. Só assim, seria criado o conceito da tão esperada cidadania virtual e da causa coletiva.
O lançamento do aplicativo está previsto para o dia 3 de março para todas as plataformas de smartphones. Em resumo, o aplicativo gerará randomicamente, pesquisas de opinião e satisfação que serão enviadas para as prefeituras. Estas informações serão transformadas em números e em um ranking com a pontuação de cada cidade/bairro.
André Dargains e Ricardo Bastos apresentaram o projeto do http://rioapps.com.br/, que contou com a participação de programadores convidados para criarem aplicativos voltados para a melhoria da infroestrutura da cidade do Rio de Janeiro
Em outubro, a prefeitura lançou concurso Rio Ideias, para engajar a população da cidade a criar aplicativos para a melhoria da qualidade de vida. Semelhante ao projeto “Big Apps” produzido em Nova Iorque, o projeto atingiu o triplo de concorrentes da versão novaiorquina no mesmo período de tempo.
O concurso premiará em dinheiro os 10 melhores aplicativos que passarão por um júri especializado.
Acho que a grande idéia por trás disso é melhorar o engajamento da população no nosso direito de cidadão. O que resta saber é se o apoio e a colaboração necessária das instituições públicas vão colaborar e terão presença cativa nesses projetos.
A Campus Party acontece até o dia 12/02 no Anhembi Parque e você pode conferir a agenda completa aqui: http://www.campus-party.com.br/2012/agenda-geral-cpbr5.html
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Marcas podem ser pessoas?
Há uma pressão para que as marcas assumam um “jeitão” de pessoas no mundo das mídias sociais – coisa que elas não são.
Transmitida ao vivo, às 09:30, a palestra que abriu o segundo dia da Campus Party Brasil contou com a presença de nomes reconhecidos na publicidade e no marketing:
Nizan Guanaes (Chairman do Grupo ABC), Marcos Hiller (Gerente de Marketing do BankBoston e Coordenador de Comunicação do Grupo Santander Brasil), Keid Sammour (“Xamã” na CUBOCC), Jaime Troiano (Presidente do Grupo Troiano de Branding) e a mediadora Jacqueline Lafloufa (Editora do Blue Bus).
A temática da discussão girou em torno do tema “Marcas podem ser pessoas?” e baseou-se em perguntas e respostas. A grande questão debatida entre os participantes foi o comportamento atual das marcas e pessoas nas mídias sociais, cada uma deles querendo assumir o papel da outra, ou seja, marcas querendo ser pessoas, utilizando-se de linguagens informais e tratamentos diferenciados daquilo que ela realmente pratica, que acabam até por descaracterizar a sua imagem. E pessoas se comportando de maneira cada vez mais formal, cada vez mais se preocupando com a própria imagem perante aos outros usuários das mídias sociais.
Nizan Guanaes foi bem categórico e exemplificou de maneira simples o que isso significa, disse que as marcas não devem se comportar da maneira que os usuários querem que ela se comporte e utilizar-se de outros “personagens” para se identificar (O caso do Twitter da Claro, que utiliza a imagem do Ronaldo para dar forma ao seu perfil). Também frisou, com essa questão, que qualquer tipo de “escândalo” com o personagem, acaba por estigmatizar a marca de forma imensurável.
“As marcas que utilizamos, nos formam como pessoas: a marca de cigarro que fumo, o banco que tenho conta, o plano de saúde que tenho e o carro que utilizo”, essa foi a frase que Marcos Hiller utilizou para definir o a identidade e o consumo digital.
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