Quando o diálogo é impossível. Ou não?
Pares improváveis é uma série que apresenta pares ou duplas de pessoas que fizeram a paz entre si contra todas as probabilidades. A série tem dois capítulos que apresentamos aqui. Na verdade, desde 2007 apenas estes dois filmes curtos foram feitos. São emocionantes e, se quisermos, podem ser um bom ponto de partida para uma reflexão sobre o ambiente organizacional e o diálogo. Os dois filmes estão no canal da MVL no YouTube – o primeiro deles está com legendas.

Mandela e de Klerk: Nobel da Paz em 1993
Escrevemos este post em dois, eu, Arnaldo Bassoli, fundador e diretor da Escola de Diálogo de São Paulo e co-líder da Unidade de Experiências Dialógicas da MVL e eu, Mauro Lopes, sócio-diretor da MVL.
Eu (Mauro) conhecei os Pares Improváveis quando o Arnaldo me apresentou, dois anos atrás, e nunca esqueci deles.
Eu, Arnaldo, penso que diante de tragédias e violências todos somos vítimas, não é? Os culpados, bem, são sempre os outros… Antes eles do que nós, não é assim que reagimos sempre? Empurramos as responsabilidades com a barriga: se há guerra, o outro é que deve mudar. Se há tragédias, somos sempre vítimas. O outro, o errado.
Pois por pior que seja o que nos acontece, sempre é possível fazer da situação um ponto de virada para que todos nos reconciliemos com a vida e com a humanidade, inclusive – e talvez principalmente – com aqueles a quem atribuímos essa famigerada culpa do nosso infortúnio.
Um palestino e um judeu que perderam entes queridos na guerra se reúnem e formam um grupo de diálogo em que podem compartilhar seus sentimentos e experiências. Um aviador e um assim chamado “terrorista” sul-africanos encontram-se depois de o primeiro ter perdido a visão devido a um atentado do segundo. O que surgirá nesses encontros?
Veja e surpreenda-se. Recorde-se, ao acompanhar esses protagonistas, dos limites tão mais amplos do que aqueles que praticamos para a criação de um mundo melhor. Estes Pares Improváveis são exemplos de gente que se decide pela construção de um mundo novo, que segue uma nova orientação. Mais humana, mais viva, mais leve – que assim seja o nosso futuro.
Eu, Mauro, vejo muita guerra no ambiente organizacional tal como desenhado ao longo da modernidade e consolidado ao longo do século 20. Apesar dos ventos pós-modernos, o ambiente do século passado é ainda predominante. Eu contra você. Dentro da organização, diretores contra diretores, apesar de toda a conversa de “time”. Áreas contra áreas, competição maluca para cima, para baixo, para os lados. E, se é contra “os de fora”, aí vale (quase) tudo. Ainda ecoa a dinâmica da linguagem empresarial importada dos manuais militares: vitória, conquista, estratégia, batalhas, hegemonia… O que os Pares Improváveis nos informam é que mesmo no ambiente da guerra sangrenta é possível encontrar, com o diálogo, um espaço para fazer a paz. Que tal Pares Improváveis no ambiente organizacional, corporativo?
Nós, Arnaldo e Mauro, convidamos você para ver os dois filmes e conversar conosco na caixa de comentários.
Caiu na rede é peixe
Comece hoje e aproveite o finde para saber tudo o que rolou na semana das redes!
1- Crescendo mais rápido que pé de feijão
O Google+ atingiu, na última terça, a incrível marca de 10 milhões de perfis criados. E isso em 15 dias de existência. Se você ainda não entrou para o mundo dos círculos, aproveite, pois, desde ontem, a rede passou a ser aberta, não precisando mais dos famosos convites.
Ah! É bom saber também que, segundo o The Next Web, 36 mil empresas já preencheram o formulário que o Google colocou à disposição para confecção de perfis profissionais na rede. E isso em uma semana, desde que o Google anunciou que fecharia as contas que não fossem pessoais e abriria inscrições para a versão do G+ para negócios.
2 – O clipe mais chato da cidade
“Não trocaria um sorvete de flocos por você”. O clipe do grupo Soulstripper é o mais novo candidato a sucesso nas mídias sociais, com quase 200 mil views em uma semana. O clipe, que transforma traição em música, traz crianças no papel dos integrantes da banda. Eu achei um porre bobinho, mas não pára de bombar na minha TL. Rendi-me ao sucesso e trouxe para o nosso TOP da semana.
3 – Lançamento do Windows 5 no JN
O pessoal massa do Youpix cavoucou o YouTube e achou esta reportagem do Jornal Nacional, de 1995, mostrando as maravilhas que o novo sistema operacional trazia: http://migre.me/5gKcb
4 – @RafinhaBastos
Você pode até ser como eu e não achar o cara o TOP do Twitter, mas, depois de ser eleito pelo New York Times como o mais influente da rede, Rafinha Bastos está com tudo. Tanto que o jornalista Larry Rother, também do NYT, entrevistou o humorista do CQC para um perfil que sairá no jornal.
5 – Generación Y
Bombou na rede essa semana a divulgação da Expo Y, que será realizada de 18 a 20 de julho, em São Paulo. O evento discutirá as principais transformações da era digital, o impacto dos jovens no mercado de trabalho e os novos modelos de negócio que essa geração proporciona.
Sobre a lucidez de Juan Luis Cebrián
O Observatório da Imprensa acaba de publicar o seguinte texto meu.
Caio Túlio Costa, para o Observatório da Imprensa.
Poucas entrevistas de profissionais de jornais são tão lúcidas quanto esta concedida à Folha nesta segunda-feira (11/7) por Juan Luis Cebrián, fundador do jornal espanhol El País e presidente do Grupo Prisa.
Juan Luis Cebrián
Ele encadeou duas frases relevantes. A primeira: “O competidor da Folha não é o Estado de S. Paulo, é o Google, o Facebook, estes são nossos competidores reais”. E a segunda: “E não queremos admitir porque não sabemos como competir com eles”.
Ambas denotam clareza de sentido raras vezes expressa por publishers que se formaram nas mídias clássicas e ainda vivem delas.
Para chegar à compreensão dessas duas frases pequenas, mas enormes na profundidade dos desdobramentos do seu significado, os profissionais desta indústria, não só do Brasil como do exterior, precisam fazer uma operação de catarata. Precisam de uma intervenção que remova o cristalino opacificado dos olhos. Ele impede a visão nítida dos processos em curso.
Para ficar em alguns exemplos de fora: nos EUA, a Time Warner não entendeu o que Cebrián expressa. Ela teve a AOL nas mãos e deixou-a definhar. O magnata Rupert Murdoch idem. Ele teve o MySpace nas mãos e deixou-o escapulir. O New York Times ainda não viu a intensidade da luz. No Reino Unido, a BBC também entendeu pouco. Na Espanha, por mais paradoxal que possa parecer, nem Cebrián conseguiu convencer o seu grupo de comunicação a investir em linha com os desdobramentos do que ele expressa em palavras, com perfeição.
No Brasil, justiça seja feita, o único grupo de comunicação que entendeu de alguma forma (um tanto esquizofrênica) que a web deve ser abraçada naquilo que teve de mais inusitado em relação à indústria clássica – a interatividade, a impossibilidade de se ter um modelo vertical de negócio como é o da imprensa tradicional – é o Grupo Folha, com a iniciativa pioneira do UOL. Os demais grupos ainda tateiam sem conseguir saber ao certo onde o galo canta, porque, sem dúvida, o ouviram cantar.
Explico-me. Desde o século 19, quando a indústria da comunicação conseguiu ganhar escala, ela se sustenta num modelo que, no fundo, é um modelo de distribuição. Vou colocar o verbo no passado porque parte do que será dito à frente não acontece mais exatamente como sempre aconteceu – como os classificados, que mirraram nos jornais de todo o mundo depois do advento do Google.
Enfim, a empresa de comunicação produzia conteúdo e vendia espaço para publicidade (anúncios de página ou pequenos anúncios, os classificados). Dominava a técnica industrial da produção deste conteúdo informativo e publicitário e imprimia-o em papel (no formato de jornais e revistas) ou espargia-o pelo ar (via televisão e rádio). Em resumo, dominava o negócio da distribuição deste produto – seja via terrestre (entregar em bancas e domicílios) seja no ar (satélites, torres de transmissão).
Dominava toda a cadeia desta indústria, da produção dos conteúdos passando pela industrialização dele em papel ou em ondas de frequências baixas, médias ou altas. Fazia a distribuição deste conteúdo diretamente e unilateralmente para o consumidor. Detinha o domínio total da industrialização e distribuição do produto.
No novíssimo mundo da comunicação, que se pode considerar inaugurado no final do século 20, quando surge a internet comercial, essa verticalização de produção e distribuição, este domínio total do negócio da comunicação, deixou de existir.
As empresas até podem dominar mais de uma etapa no novíssimo e revolucionário processo da comunicação, mas ainda não apareceu aquela empresa que domine todas as etapas.
É aqui que entra a confusão.
Para colocar as coisas de forma a serem entendidas e, assim, obter sucesso na operação de catarata, é importante entender que esta nova indústria se assenta sobre quatro atividades distintas.
Primeira, a daquelas empresas que têm capacidade de produção de conteúdo na forma digital e de prover alguma eficácia na distribuição de anúncios online (sites de jornais, revistas, rádios, emissoras de TV). Segunda: daquelas empresas com capacidade de industrializar os aparelhos que suportam produtos digitais (computadores, consoles de games, aparelhos de telefonia móvel). Terceira, daquelas outras tantas com a expertise necessária para criar mediadores, manipuladores técnicos destes conteúdos (softwares). A quarta atividade pertence àquela parte das empresas que possui as redes de distribuição deste conteúdo (empresas de telecomunicações fixas e móveis, empresas de TV a cabo).
Algumas tentam somar atividades, mas pouquíssimas empresas desafiadoras do velho processo da comunicação o conseguiram. A Microsoft soma produção de software com produção de aparelhos – e conseguiu algo na produção de consoles de games, por exemplo. A Telefonica une produção de conteúdos noticiosos e de entretenimento (Terra) com sua atividade de telecomunicações.
Existem mais exemplos, poucos, mas é preciso ir adiante porque aconteceram coisas ainda mais relevantes. Desde a invenção da internet comercial, o conteúdo deixou de ser distribuído unilateralmente, o que viabilizou a verticalização e o domínio total do negócio. Então o consumidor passou de passivo a ativo. Adorou a interação, gostou de poder transferir para o mundo do megafone online as vitórias e as mazelas da sua vida cotidiana.
Ou seja, as pessoas passaram a ter elas próprias facilidades para criar conteúdos sem ter nenhum, absolutamente nenhum poder econômico. Qualquer um hoje pode se dirigir a um local de acesso público e gratuito à internet e criar um blog ou levantar um vídeo no YouTube. Com isso, poderá ganhar instantes de fama mundial se conseguir tocar corações e mentes com sua mensagem.
A indústria clássica da comunicação, avalizada pelo velho, bom e bem testado modelo de negócio da televisão e do rádio, achou que iria ganhar esta batalha apenas com a venda da publicidade online – primeiro erro. Achou que poderia melhorar as coisas se cobrasse pelo conteúdo que ela transpunha para o ambiente online – outro erro. Até hoje, vide iniciativa recente do New York Times, os jornais se torturam entre o ser e o não ser da cobrança de conteúdo.
Enquanto isso, o Google passou correndo por fora e conseguiu inventar uma maneira de manipular este conteúdo produzido tanto pela mídia clássica quanto pelos neófitos da nova mídia – pessoas, instituições e empresas. Criou um modelo nascido da experimentação do usuário, como constata muito bem Juan Luis Cebrián na entrevista.
Este modelo transformou o Google numa das maiores empresa de publicidade em todo o mundo a partir da sua capacidade extraordinária de indexar bem e de agregar conteúdos produzidos por outrem. Botou a humanidade conectada para trabalhar para ele, botou-a para interagir com seus algoritmos, criou facilidades para devolver à humanidade conectada o que ela quer. E, nota irônica, a maior parte dos resultados de uma busca por uma notícia específica no Google vem dos sites da mídia clássica. Mas se notícia fosse o que mais interessa na rede, então seria bem mais fácil resolver essa equação.
Tudo isso acontece sob os olhos opacos dos tradicionais agentes da indústria da comunicação, que caminham a esmo sem enxergar com clareza o seu futuro. Urge uma operação de catarata bem feita. Juan Luis Cebrián está na ante-sala, com anestesia local, mas está lúcido. Continuarei neste assunto, aqui.
A primavera digital da política no mundo árabe.
Você muito provavelmente também acompanhou algo surpreso as notícias sobre as revoltas na Tunísia e no Egito. A política ainda se faz na maioria das vezes em torno de temas velhos (liberdade é um tema velho), mas a Revolução de Jasmin tunisiana e a subsequente “primavera árabe” que alcançou Egito e Líbia e espalhou protestos por boa parte do mundo muçulmano, com seu uso intensivo de celulares e páginas no Facebook, são um eloquente testemunho do poder da comunicação digital e das mídias sociais para fazer política sobre temas velhos de um jeito novo. Os protestos que puseram em xeque governos longamente acostumados a dobrar suas populações surpreenderam leitores de jornal e analistas em democracias, autocratas e ditadores (nos regimes autocráticos e nas ditaduras, não se espera surpresas lendo jornal). Ninguém antecipou o que aconteceu.
Quatro artigos na revista Política Externa deste trimestre lidam com o tema, mas vale a pena olhar de perto o que diz Andrew Puddephatt, da Global Partners & Associates, uma empresa baseada em Londres dedicada à difusão da democracia, governança pública e direitos humanos (diz muito o fato de que as democracias liberais de mercado produzam empresas que vendem projetos para a consecução e fortalecimento de democracias. A democracia é um tipo de artigo que não se compra numa fábrica chinesa, mas é preciso dizer também que o capitalismo chinês é pragmático: nenhum empreendedor, privado ou estatal, pensa em montar nos dias correntes uma fábrica de partidos únicos para exportação).
O ativista inglês diz que as mídias sociais e os celulares não produziram sozinhos as revoluções, mas serviram como catalisadores de mudanças. Diz Puddephatt: “Foi a combinação entre mídias digitais e tradicionais que se mostrou tão letal para esses regimes”. Vale uma aula de antropologia política a seguinte passagem: “Os egípcios ficaram sabendo dos acontecimentos na Tunísia pelos próprios cidadãos tunisianos, e não pelas redes de notícias nacionais. A natureza pessoal desse contato — por amigos e familiares, ao invés das pouco confiáveis fontes tradicionais de notícias — foi particularmente eficaz.” O mundo novo da democratização da liberdade de expressão na esfera pública tem muito menos intermediários (jornalistas, donos de meios de comunicação, censores oficiais), é peer to peer, de igual para igual. A rede de relações criada pela comunicação digital é pouco afeita a previsões.
Puddephatt lista também os riscos: há muito esforço para submeter internet a algum tipo eficaz de regulação, com origem tanto em países democráticos (o G8 vem de fazê-lo; o Brasil está nesse bloco) bem intencionados quanto em países fechados com más intenções. Bom de texto, o britânico lembra-nos que “ninguém instalou um botão democrático na internet”, mas que, ao contrário, “aplicativos desenvolvidos para fins puramente sociais foram adaptados a fins políticos por uma geração com domínio dos recursos tecnológicos e frustrada com o controle exercido sobre a mídia convencional”. Mubarak, o ditador egípcio, daria um jeito de bloquear o botão democrático com seus engenheiros. Puddephatt encerra seu texto com duas lições extraídas das revoluções árabes e uma meta: a internet não precisa de orientações; a internet deve continuar aberta a inovações criativas sem a mão pesada de governos; e o negócio agora é levar aos 5 bilhões de seres humanos que não a têm. Que eles sejam o campo fértil de novas revoluções digitais.
Para quem se interessar, o argumento da Global Partners sobre liberdade na internet está sintetizado num videozinho de 4 minutos e meio.
Um novo jeito de consumir informação
Responda: você é um produtor ou consumidor de conteúdo?
Com a popularização das novas mídias, têm sido quebradas as barreiras que separam (ou separavam) uma função da outra. De fato, a realidade atual das mídias online, marcada pela colaboração e pelo compartilhamento, aponta que quem produz e quem consome podem ser a mesma pessoa.
Os hábitos de consumo da informação, ou a maneira como ela é recebida, utilizada e compartilhada por cada pessoa, sempre sofreram mudanças ao longo dos tempos. Isto de acordo com a plataforma (rádio, TV, internet) e a inovação que ela é capaz de gerar. Hoje, contudo, a irrefreável popularização de blogs, redes sociais e sites colaborativos provoca transformações sem precedentes nesse processo evolutivo.
Como se sabe, com as novas mídias, muito além de reter conhecimento e compartilhá-lo no “boca a boca” com o vizinho que está por perto, o internauta pode produzi-lo e disseminá-lo on e offline, com um grande potencial de reverberação e de maneira relevante. De quebra, é cada vez menor a participação da mídia tradicional para que uma mensagem advinda de uma pessoa comum chegue aos olhos e ouvidos de milhões de pessoas.
Tudo isto se reflete nos hábitos de cada um. Para ampliar o conhecimento em torno de algum assunto, os internautas hoje param para escolher entre consultar o portal de uma publicação tradicional, um blog ou uma base de informações alimentada de forma colaborativa.
Os números mostram que a consolidação das novas mídias como fonte de informação relevante é uma realidade da qual não se pode fugir. Segundo dados da comScore, atualmente 99% dos internautas brasileiros (aproximadamente 45 milhões de pessoas) acessam redes sociais, responsáveis por quase 25 bilhões de visualizações de websites no País só em março de 2011. Já os blogs são visitados por 78% dos internautas daqui. Veja alguns dos principais dados do estudo da comScore.
Esse cenário tem exigido uma nova postura dos profissionais envolvidos na cadeia produtiva da informação. É necessário produzi-la e divulgá-la de acordo com o perfil de seus novos consumidores, exatamente os usuários das novas mídias. Pesquisas mostram que as maiores atenções são dedicadas a conteúdos que misturam texto, fotos, áudio e vídeo, e sempre com abertura para que sejam compartilhados internet afora.
A popularização das novas mídias e o intenso consumo da informação causam mudanças também na distribuição do bolo publicitário. De acordo com o estudo Global Entertainment and Media Outlook: 2010-2014, realizado pela consultoria PwC, a receita publicitária global na internet deve passar os jornais nesse quesito em questão de meses.
A estimativa até 2014, com base em dados de mercado de 48 países, é de que a internet concentre mais de US$ 100 bilhões em investimentos publicitários (21% dentre todas as mídias), atrás apenas da televisão (mais de US$ 180 bilhões, ou 37%) e bem à frente dos jornais (US$ 80 bilhões, ou 16% do total).
Isto irá acontecer porque a internet apresenta o maior índice de crescimento em receita publicitária dentre todas as mídias – a uma média de 11,4% de 2010 a 2014, segundo a PwC. A pesquisa ainda coloca os países emergentes, incluindo o Brasil, na linha de frente da expansão da mídia e do entretenimento mundiais. Pois é: aqueles 45 milhões de brasileiros que utilizam redes sociais contribuem diretamente para o crescimento global da web.
Um vídeo já publicado neste blog em um post da Stephanie Jorge, da série “Social Media Revolution”, ajuda a resumir em poucos minutos o impacto das redes sociais na vida das pessoas.




