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Eleições e internet: a falha que não existiu



stephanie.jorge04/07/2011
por  Stephanie Jorge
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Na última sexta-feira fui de segurança acompanhar o Caio em sua palestra no 6º Congresso  Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji. O painel era sobre a “falha da internet nas eleições”, porém os participantes, Caio Túlio Costa (MVL), e Joelson Dias (TSE) logo trataram de mostrar que a internet e principalmente as mídias sociais tiveram sim um papel importante nas últimas eleições. Com moderação de Jaime Spitzcovsky (PrimaPagina) o painel teve sala cheia.  Veja um pouco de como foi no compacto abaixo.

 

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Casa cheia e furos – Congresso da Abraji arrasou



alinesantana04/07/2011
por  Aline Santana
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Participei sexta e sábado da sexta edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo promovido pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Foram três dias de discussão entre professores, estudantes e profissionais da área sobre como fazer Jornalismo e produzir conteúdo com a Internet e utilizar das novas mídias para veiculação de informações. Eu achei o máximo. Caio Túlio Costa, que é sócio e diretor da MVL falou no congresso e ficou impressionado com o evento. Ele me disse agora cedo: “Foi um congresso com casa cheia, figurões internacionais do jornalismo de ponta e revelações como o anúncio na sexta-feira de que o Wikileaks está processando empresas de meio de pagamento.”

Kritinn Hrafnsson, Porta-voz do Wikileaks

As palestras e oficinas abrangiam os mais variados assuntos: desde narcotráfico e ocupação de comunidades cariocas, reportagem com auxílio de computador (RAC) e como usar novas tecnologias para apuração, até a cobertura política em Brasília. Tivemos a presença de grandes profissionais como Eliane Brum, Marcelo Tas, Eugênio Bucci, Claudio Tognolli, dentre outros.

O Caio Túlio Costa (@caiotulio_costa) esteve lá para falar da bem sucedida campanha da candidata à Presidência Marina Silva com a utilização inovadora e inteligente da Internet. Logo mais, A Stephanie vai comentar comentou o que aconteceu. Enquanto isso, vale a pena conferir Aproveite e veja o post sobre  a campanha que conquistou 20 milhões de votos.

Depois, com o painel “DNA: o avanço das investigações policiais”, que contou com duas personalidades estrangeiras. Joe Blozis, um dos principais CSI da Polícia de Nova York, relatou o impacto de novas tecnologias para o sequenciamento de DNA nas investigações criminais e judiciais. O jornalista Steve Weinberg, diretor-executivo da  Investigative Reporters and Editors, organização semelhante a Abraji nos EUA, mostrou como os profissionais dos meios de comunicação daquele país se preparam para acompanhar as inovações aplicadas na apuração de crimes.

O painel foi patrocinado pela Life Technologies, cliente da MVL, e ainda teve a participação do perito criminal Hélio Buchmüller, para tratar da situação brasileira, carente de investimentos nessa área e sobre a possibilidade da criação de um banco de DNA no Brasil em parceria com os governos estaduais e a Polícia Federal.

Chega a ser difícil elencar quais palestras que acompanhei foram as mais interessantes. O Congresso da Abraji é uma ótima oportunidade para se discutir as novas mídias e fazeres no Jornalismo como área de conhecimento. Certamente, uma das discussões mais ricas foi a proporcionada por Rosental Calmon Alves (@rosental), diretor-fundador do Centro Knight para Jornalismo nas Américas da Escola de Jornalismo da Universidade do Texas que deu o panorama do jornalismo e de nosso ofício com a emergência das mídias digitais. Rosental levantou hipóteses sobre os caminhos para a mídia tradicional e a possibilidade do fim do jornalismo impresso daqui a vinte ou trinta anos, pela substituição da produção de conteúdo online.

Outro movimento que pude observar pelos debates é a preocupação em informar com rapidez, mas com isenção e responsabilidade cada vez maior. Quem quiser saber mais sobre o que aconteceu no evento, confira no site e no blog que, aliás é produzido por estudantes de jornalismo do Projeto Repórter do Futuro.


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Caiu na rede é peixe



stephanie.jorge01/07/2011
por  Stephanie Jorge
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TOP 5 da semana

1- #SMDaySP
O Mashable, blog/site americano de tecnologia, inovação e social media, decretou que o penúltimo dia de junho deveria ser dedicado a todas as mídias sociais. São Paulo sediou, pela segunda vez, a edição do Brasil.
Por incentivo de minha irmã caçula, aspirante a social media, saí ontem da MVL e fui ver o que rolava no tal dia mundial dedicado às mídias sociais.
O grande auditório da Gazeta foi aos poucos se enchendo de jovens famintos por dicas e informações que os inspirem em suas carreiras.
A primeira palestra foi do pessoal do Peixe Urbano, o CEO Julio Vasconcellos e o comediante Social Media Pedro Kranz (filho do nosso Caio Túlio Costa).

Depois foi a vez da BOX1824 e o Sonho Brasileiro. Ainda teve um papo sobre as transmissões ao vivo via redes sociais e outro sobre bandas, fãs, redes sociais e o Rock in Rio, que encerrou a noite.

No vídeo, gravado pela Rebobine e com reportagem da Jacqueline Lafloufa, vemos o compacto da noite.

2 – Google | What do you love?

“What do you love?” é a pergunta do Google, no wdyl.com.

O negócio é que você monta uma página que traz todas as aplicações do Google sobre uma determinada busca. Teste, se você ainda não o fez.

3- Google+
Era quase madrugada de quinta-feira e a nova rede social Google Plus abriu suas portas. Recebi o convite de um cara que nem conheço, mas logo entrei e comecei a adicionar conhecidos aos meus círculos. Lá dentro tem de tudo: Docs e Calendar, Picasa e Reader, Profiles, Dashboard, What Do You Love… e mais.
O que mais me chamou atenção foi o HangOut, serviço de vídeo conferência que deixa qualquer Skype no caixão.

4- Chico
Meu vídeo preferido da semana, sem dúvida, foi esse que mostra o que aconteceu no dia em que Chico Buarque resolveu entrar na internet e ler os comentários dos vídeos dele no You Tube!
Veja aqui.

5- Wikileaks
Depois de ter 15 milhões bloqueados pela Mastercard, o pessoal do Wikileaks resolveu dar o troco, literalmente.

 

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O outono do sigilo e uma nova viagem



01/07/2011
por  Marcelo Burgos
4 Comments

 

 


Nos últimos 10 anos, trabalhei em quatro agências de comunicação. Essas empresas estavam entre as dez maiores do mercado, e nelas sempre fui diretor de atendimento. Tive contatos com dezenas de tipos de clientes, chefes, negócios, nacionalidades, credos, formas de trabalhar. Trabalhei com jornalistas decanos que se converteram à comunicação corporativa- muitas vezes levando consigo seus ternos gauche e pontas de ironia e de cigarros – e com empresários natos, que passaram a entender do riscado e souberam muitas vezes ler o oráculo do mercado – criando serviços que os clientes desejavam (ou podiam vir a desejar). Trabalhei também com gringos que montavam algo como o cirque de soleil para apresentar seus projetos.
Vi empresas mais RP, outras mais Jornalismo, umas mais femininas, outras masculinas. Vi de tudo, vamos dizer assim, apesar da minha pouquíssima idade.
Há pouco tempo estou trabalhando como consultor independente na MVL- duas semanas – e tenho a grata surpresa de ver diferenciais sui generis na agência. A primeira delas é o blog em que este post está colocado. Uma empresa com 90 pessoas que as estimula a escrever sobre temas tão diferentes como um passeio pela Ressurreição de Mahler ou um mergulho nos silêncios comunicadores dos monges trapistas pode não chamar a atenção. Mas que esta empresa veja nesse esforço de festejar os conteúdos pessoais uma maneira promissora de mostrar ao mundo o que é já chega muito perto do que eu imagino como ideal.
É isso! Se eu mostro o melhor de mim, o melhor de mim brota, e assim sucessivamente.
Eu por exemplo, vou me dar ao luxo de colocar aqui para todos uma poesia de Rainer Maria Rilke (1875-1926) , que eu entendo não apenas por ter morado um longuíssimo ano na Alemanha em que ele nasceu e viveu.

Dia de Outono.

Senhor: é mais que tempo. O verão foi muito intenso,
Lança a tua sombra sobre os relógios de sol
E por sobre as pradarias desata os teus ventos.

Ordena às últimas frutas que fiquem maduras;
Dá-lhes ainda mais uns dois dias de calor,
Leva-as à completude e não deixe de por no vinho pesado sua ultima doçura.

Quem não tem casa, não a irá mais construir.
Quem está sozinho, vai ficá-lo ainda mais.
Insone, há de ler, escrever cartas torrenciais
E correr as aléias num inquieto ir e vir
Enquanto o vento carrega as folhas outonais

Segue um link (http://www.youtube.com/watch?v=DWk5ZP4xrvQ&feature=related) de uma leitura desta poesia em alemão, recitada por Oskar Werner, magnífico ator alemão conhecido por integrar um mítico triângulo amoroso com Jeanne Moreau (quem não se candidataria?) em Jules e Jim, de François Truffaut.

Bem, poesia não se explica, nem se comenta – a não ser com os íntimos, e mesmo assim com um bom vinho. Por isso aproveito e comento outro tema do título do post: nestes poucos dias de empresa vi também uma equipe azeitadíssima colocar uma campanha de mídias sociais na rua – para divulgar um abaixo-assinado encabeçado por um grupo entidades nacionais e estrangeiras, que protestam contra o sigilo eterno de documentos que ameaça nossa mal-traçada democracia.
A idéia pegou feito pólvora no Facebook, Twitter, Orkut, no Blog da campanha e, em um dia, mais de 250 600 (14h15) 1.500 (15h15) 1.850 pessoas, às 16h50 de sexta-feira (01/07) haviam engrossado nossa lista. Esses números não serão mais atualizados hoje e durante o final de semana, para acompanhar os novos números acesse a nossa página do abaixo-assinado. Um importante apoio a essa campanha foi o tweet do Marcelo Tas. Ver um trabalho bem feito assim – em função do envolvimento de todos– é tão bom como ver um blog com o melhor de cada um.


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Quando o silêncio evoca 18 sentimentos distintos



mauro30/06/2011
por  Mauro Lopes
12 Comments

 

 

Ainda está em cartaz em São Paulo e em outras cidades brasileiras o filme Homens e Deuses. É um grande filme. Foi o vencedor do Grande Prêmio do Júri do Festival de Cannes em 2010. O filme registra brevemente a história do Mosteiro Trapista Nossa Senhora de Atlas até o martírio de sete membros da comunidade de monges por um grupo fundamentalista islâmico, em 1996. O mosteiro estava localizado perto da aldeia de Thibirine, na Argélia. As duas comunidades, de monges católicos e da população muçulmana da aldeia, tinham uma vida de harmonia, paz e compreensão, até que uma onda de terror se abateu sobre o país, com a morte de mais de mil religiosos católicos e muçulmanos. Na noite/madrugada de 27/28 de março de 1996 os monges foram raptados e mortos, decapitados, quase dois meses depois.
Vi o filme algumas vezes. Há muito nele. É a história da construção de uma escolha comunitária. Uma escolha de ficar, permanecer. Uma escolha paradoxal: ficar significava, para aquele grupo de monges, manter-se vivos, atados à conexão essencial de suas vidas –e, provavelmente, morrer por conta disso; sair significava decretarem sua morte em vida, desconectados do fluxo essencial que os sustentava –uma íntima, profunda, conexão com Deus.
Escolheram a vida. E alcançaram a vida.
Dois monges sobreviveram ao martírio da comunidade. Um deles, irmão Jean-Pierre Schumacher, está com 88 anos. Em fevereiro, devido à repercussão do filme na França, deu uma entrevista ao Le Figaro (leia a entrevista em português). Quem puder, leia. Entenderá um pouco o que é a vida de um monge e de uma comunidade monástica. Um trecho da entrevista, exatamente sobre a escolha da comunidade: “O que vivemos lá, juntos e desde o início, foi uma ação de graças. Preparamo-nos para isso juntos. Por fidelidade à nossa vocação, havíamos decidido ficar, sabendo muito bem o que podia acontecer. O Senhor nos envia. Não renunciamos mesmo que, ao nosso redor, os violentos busquem nos fazer ir embora, e até mesmo as autoridades. Mas temos o nosso Mestre e estávamos comprometidos com Ele. Em segundo lugar, veio a vontade de ser fiéis às pessoas que estavam ao nosso redor e de não abandoná-las. Estavam tão ameaçadas quanto nós”.
O mosteiro está fechado desde então. Aqui no Brasil há também um mosteiro trapista, Nossa Senhora do Novo Mundo, no interior do Paraná.
Há uma cena que marca o filme. A última ceia. O momento em que a comunidade fez sua escolha. Celebra sua escolha, admira-se do caminho percorrido por cada um e todos, vive o presente com intensidade inédita, dobra-se em direção ao futuro. A última ceia. Não há uma palavra. No mundo que habitamos, mundo de barulho, de barulhos, silêncio. Um silêncio que tudo comunica. É a cena que está neste post. Veja, veja uma, duas, três vezes. Se puder, veja o filme, para que a cena encaixe-se em todo o contexto da história. Mas veja a cena. Antes de escrever este post, pus-me a contar quantos sentimentos/estados d’alma a cena suscitou em mim, quantos identifiquei nos olhares e expressões dos monges. Contei 18. Se você quiser, digo quais foram. Mas não aqui. Faça seu caminho. Se quiser, escreva-me, mauro@mvl.com.br. Eu conto e fico sabendo de você.

Mauro Lopes

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