A ESSÊNCIA DA MVL
Em nossa comunidade-empresa, formada por pessoas disponíveis ao relacionamento e à comunicação, experimentamos nossa essência diariamente. Vivemos essa essência como um continuum que se esparrama do coração, da mente e do fazer de cada um a todos nós em direção àqueles com quem nos relacionamos.
Sentimos nossa essência solidamente enraizada em nosso espírito e, ao mesmo tempo, em constante movimento; ancorada em nossos sentimentos e igualmente aberta à mudança à medida que interagimos com outras pessoas e organizações e seus jeitos de ser, estar e fazer; é uma declaração de nosso desejo de integrarmos a enorme rede do bem que une homens e mulheres em todo o mundo.
Não nos consideramos criadores de uma essência original ou única. Ela é resultado do entrecruzamento da história da MVL com a história de cada um de nós e com a riqueza e a diversidade de tantos encontros e relações que nem sabemos contar; ela é recorte de uma construção humana comum, patrimônio que assumimos como nosso.
Nossa essência é um ciclo no qual cada uma de suas quatro dimensões contém em gênese todas as outras: CONHECER, COMPREENDER, DIALOGAR, INTERAGIR.
Conhecer
Conhecer o outro e nos conhecermos. Pensamos que o verdadeiro autoconhecimento só é possível no conhecimento do outro. Conhecemo-nos apenas na medida em que nos relacionamos. Conhecimento, portanto, é relação. Conhecer é uma possibilidade aberta a cada pessoa. Situa-se, sobretudo, no entre, no traço de união que conseguimos estabelecer com o outro.
Compreender
Para nós o conhecimento deve levar à compreensão. Não basta conhecer o outro. É preciso uma disponibilidade tão aguda e generosa que nos permita sentir com o outro. Como nomeamos esse caminho do conhecimento à compreensão? Compaixão. Pati (sentir, sofrer) e cum (com) são a raiz latina dessa palavra. Acreditamos que, quanto mais sentirmos com o outro, quanto mais nos enxergarmos na vida e nas marcas que ela deixa no outro, mais nos encontraremos individualmente, nos conheceremos, seremos melhores homens e mulheres.
Dialogar
Se conhecemos o outro e nos conhecemos, se compreendemos o outro e nos compreendemos, podemos então confiar. Podemos construir um sentido comum para nossas vidas. Dia (através) e logos (sentido) constituem a raiz grega de diálogo. Qual o convite que essa palavra nos apresenta? Procurarmos juntos um sentido que nos atravesse. Diálogo. Conversa.
Interagir
Se conhecemos o outro e nos conhecemos, se compreendemos o outro e nos compreendemos, se trocamos sentido e, com o diálogo, procuramos um sentido comum para nossas vidas, podemos então aprender juntos e fazer juntos. Podemos traçar e realizar uma ação comum. E, no caminho da ação, conhecermo-nos ainda mais, compreendermo-nos mais, dialogarmos mais. Cuidarmos uns dos outros, numa espiral amorosa. Vida.
